A percepção muda tudo

As marcas tem essência, as essências são captadas pelo consumidor, e a maneira com que você traduz isso, faz com que o consumidor se relacione de um jeito ou de outro com a marca.

A partir deste desenvolvimento, é a essência que constrói a percepção do consumidor. Dentro disso, tem toda uma ação relacionada a percepção de produto, marca, identidade visual, design, comunicação e promoção de cultura de dentro para fora, pois se os funcionários internos não entendem a empresa da maneira com que ela está sendo promovida, acaba destoando o processo de comunicação. A percepção começa de dentro para fora, com uma análise interna para entender qual o segmento que ela atua, qual o segmento que ela não atua e qual é o mix de produtos que ela deve desenvolver ou deve se afastar, para que o mercado não cruze as percepções de marca.

O cliente sempre tem essa percepção bem elaborada no que se refere ao hábito de consumo, mas as vezes se atrapalha um pouco, porque as marcas não deixam clara os objetivos dela, por exemplo, no mundo da moda existem as tendências, assim como em todos os seguimentos, e as tendências associadas à cultura corporativa. Cada tendência deve ser analisada para ver se cabe dentro da cultura corporativa ou não. Não é porque ela é uma tendência que ela vai se adaptar a todos os processos de construção de marca e todos os produtos, como por exemplo: Se eu tenho uma tendência colorida, mas eu tenho uma empresa que trabalha com uma linguagem mais conceitual, voltada para o status quo, eu não vou entrar com o produto colorido, mas eu posso criar uma coleção ou um detalhe dentro da marca que traduza isso de alguma maneira, para que a percepção do cliente seja “Olha, eles adaptaram o colorido para o jeito deles, e não igual a todos do mercado”, nem que o colorido seja apenas o preto e branco.

E você, sabe identificar qual o cultura corporativa da sua empresa?

Os clientes reconhecem esta cultura?

 

Cultura é algo que se planta hoje para colher amanhã, que tal começar agora?

O que são Chatbots?

Você sabe aquele atendimento feito diretamente ao cliente pelas redes sociais e canais on line hoje? Então, a partir de agora ele passa a ganhar um novo status e nova linguagem, muito mais direta e adaptada a realidade das empresas e estrutura interna. Estamos falando do Chatbot, um programa que simula um ser humano na conversação com as pessoas. Logo após o envio da pergunta em linguagem natural, o programa consulta uma base de conhecimento e em seguida fornece uma resposta que se assemelha o comportamento humano. Nada mais é do que uma interface convencional de aplicativos de bate-papo por exemplo.

A grande vantagem do Chatbot é a naturalidade da interação. Para as empresas entrarem neste ramo, devem saber que o Branding vai além de elementos visuais, padrão cromático e tipografia, pois a partir do momento em que o consumidor interage com a marca, ele não vê os elementos visuais que antes era presente, agora a interação é somente por meio de palavras, personalidade e identidade.

Para estar onde os consumidores estão, várias empresas começaram a criar experiências que acontecem dentro do aplicativo, vendendo produtos, serviços e informações para os usuários. Como por exemplo, hoje já é possível pedir um Uber pelo Google Assistant (assistente pessoal do Google), ou até mesmo reservar passagens aéreas.

O Google Assistant, Siri, Alexa e Cortana, são bons exemplos de Chatbots que automatizam tarefas diárias para os usuários. Eles já conseguem estudar a rotina do usuário e conseguem sugerir uma determinada ação baseada nas experiências anteriores.

Agora, o mercado prevê que as interfaces tradicionais (websites e aplicativos) sejam substituídas gradativamente por Chatbots que proporcionem aos consumidores, interações mais inteligentes e assertivas, mantendo ou até mesmo aumentando o nível do serviço oferecido pela marca.

Cada marca necessita de uma linguagem específica de acordo com sua cultura, e o Branding se resume a isso, transmitir a cultura de uma marca em todos os meios de comunicação de uma maneira única e característica.

Desenvolvendo experiências

Percepção é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais. As experiências e a história de vida de cada indivíduo são responsáveis pela formação de suas percepções. O Branding desenvolve cultura de marca e, através dela, promove estímulos sensoriais que tem por objetivo potencializar as percepções dos clientes e futuros clientes.

Cada pessoa percebe os estímulos gerados e reage de maneira diferente, de acordo com sua personalidade, ambiente, situação, temperatura, momento, necessidade, entre outras milhões de combinações de fatores que somados geram ou não um estímulo sensorial positivo.

Ao entrar em contato com um universo de produtos expostos em um supermercado, pouco antes do horário do almoço, por exemplo, nossos estímulos sensoriais estarão muito mais aguçados e certamente a possibilidade de nos sentir atraídos por uma embalagem ou aroma de um produto será muito maior.

Quando a cultura de uma marca é bem disseminada, aos poucos vamos criando uma relação com o consumidor associada as sensações e experiências vividas, intensificando os impulsos sensoriais. Desta forma passamos a fazer parte da história de vida do nosso consumidor, dividimos experiências com ele, e assim, nos tornamos mais um elemento responsável pela formação de suas percepções. Quando isso acontece, a cultura disseminada passa a definir os estímulos sensoriais dos clientes e uma nova relação está criada entre o cliente e a marca.

PDV – Uma experiência sensorial

Podemos não perceber, mas captamos sensações de ambientes de uma maneira muito complexa, utilizando todos os nossos sentidos. Alguns aspectos influenciam diretamente na experiência sensorial e são responsáveis pela sua capacidade de produzir efeitos positivos e negativos.

Para que uma sensação ocorra, é necessário haver um estímulo ou alteração no ambiente que ative neurônios sensitivos. Quando ativados, um receptor sensorial converte o estímulo em sinal elétrico. Se o estímulo for suficiente, este sinal gera diversos impulsos nervosos desde o receptor até uma região do encéfalo que integra os impulsos nervosos em uma determinada sensação.

Um dos caminhos para potencializar sensações é a visão, responsável por mais de 80% da nossa percepção do mundo. A visão pode ser influenciada tanto pelos parâmetros gráficos, quanto pela característica do sujeito, tais como idade e ambiente. Contudo, comunicar a cultura de uma marca em um ponto de venda pode ir muito além do visual. Para promover uma experiência positiva e marcantes no PDV, é necessário extrapolar o gráfico e atingir os demais sentidos de uma maneira condizente com o DNA da marca. E é aí que entra o branding.

De acordo com ações direcionadas e cuidadosamente estudadas, definidas com base na cultura da marca, promovemos sensações adequadas a todos que de alguma maneira tem uma relação direta ou indireta com a marca.

Visibilidade e acessibilidade são primordiais. Um ponto de venda deve ser receptivo, aconchegante, para que assim, possa transferir o cliente para o universo da marca, a cultura deve estar presente em todos os aspectos.

Construção de marca e identidade

Hoje, mais do que nunca, fala-se em construção de marca e identidade. No entanto, com uma amplitude de competitividade global, é impossível manter diferenciais tecnológicos e de serviços por muito tempo.

Investir em design é o caminho para reinventar-se. Uma marca deve ter atitudes, crenças, posicionamentos e ações que reflitam de forma clara e direta como a marca se relaciona com os consumidores. Para agregar valor e impulsionar a escolha de um produto ou serviço, precisamos definir os valores subjetivos (emocionais) que estarão relacionados intimamente a marca. Afinal, uma marca é composta por muito mais do que cores, formas, produtos e serviços.

Na realidade, os principais fatores que formam uma marca são os intangíveis, os relacionados diretamente ao DNA da marca. Por isso, não são claramente identificados pelos consumidores e podem levar anos para serem realmente alinhados. Na construção de uma marca, deve-se levar em conta todos os pontos de contato, desde o desenvolvimento de uma metodologia para atendimento telefônico, que muitas vezes é o primeiro canal de comunicação entre um cliente e a marca (principalmente no que se refere a marcas associadas a serviços), até a seleção e definição correta de cores e formas para uma embalagem ou identidade visual corporativa.

A Ghana desenvolve pesquisas de mercado, identifica o DNA existente em cada marca e através de uma estratégia montada de dentro para fora, promove uma mudança voltada para a reinvenção ou para o fortalecimento da marca.

Este é o momento.