Desenvolvendo experiências

Percepção é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais. As experiências e a história de vida de cada indivíduo são responsáveis pela formação de suas percepções. O Branding desenvolve cultura de marca e, através dela, promove estímulos sensoriais que tem por objetivo potencializar as percepções dos clientes e futuros clientes.

Cada pessoa percebe os estímulos gerados e reage de maneira diferente, de acordo com sua personalidade, ambiente, situação, temperatura, momento, necessidade, entre outras milhões de combinações de fatores que somados geram ou não um estímulo sensorial positivo.

Ao entrar em contato com um universo de produtos expostos em um supermercado, pouco antes do horário do almoço, por exemplo, nossos estímulos sensoriais estarão muito mais aguçados e certamente a possibilidade de nos sentir atraídos por uma embalagem ou aroma de um produto será muito maior.

Quando a cultura de uma marca é bem disseminada, aos poucos vamos criando uma relação com o consumidor associada as sensações e experiências vividas, intensificando os impulsos sensoriais. Desta forma passamos a fazer parte da história de vida do nosso consumidor, dividimos experiências com ele, e assim, nos tornamos mais um elemento responsável pela formação de suas percepções. Quando isso acontece, a cultura disseminada passa a definir os estímulos sensoriais dos clientes e uma nova relação está criada entre o cliente e a marca.

PDV – Uma experiência sensorial

Podemos não perceber, mas captamos sensações de ambientes de uma maneira muito complexa, utilizando todos os nossos sentidos. Alguns aspectos influenciam diretamente na experiência sensorial e são responsáveis pela sua capacidade de produzir efeitos positivos e negativos.

Para que uma sensação ocorra, é necessário haver um estímulo ou alteração no ambiente que ative neurônios sensitivos. Quando ativados, um receptor sensorial converte o estímulo em sinal elétrico. Se o estímulo for suficiente, este sinal gera diversos impulsos nervosos desde o receptor até uma região do encéfalo que integra os impulsos nervosos em uma determinada sensação.

Um dos caminhos para potencializar sensações é a visão, responsável por mais de 80% da nossa percepção do mundo. A visão pode ser influenciada tanto pelos parâmetros gráficos, quanto pela característica do sujeito, tais como idade e ambiente. Contudo, comunicar a cultura de uma marca em um ponto de venda pode ir muito além do visual. Para promover uma experiência positiva e marcantes no PDV, é necessário extrapolar o gráfico e atingir os demais sentidos de uma maneira condizente com o DNA da marca. E é aí que entra o branding.

De acordo com ações direcionadas e cuidadosamente estudadas, definidas com base na cultura da marca, promovemos sensações adequadas a todos que de alguma maneira tem uma relação direta ou indireta com a marca.

Visibilidade e acessibilidade são primordiais. Um ponto de venda deve ser receptivo, aconchegante, para que assim, possa transferir o cliente para o universo da marca, a cultura deve estar presente em todos os aspectos.

Construção de marca e identidade

Hoje, mais do que nunca, fala-se em construção de marca e identidade. No entanto, com uma amplitude de competitividade global, é impossível manter diferenciais tecnológicos e de serviços por muito tempo.

Investir em design é o caminho para reinventar-se. Uma marca deve ter atitudes, crenças, posicionamentos e ações que reflitam de forma clara e direta como a marca se relaciona com os consumidores. Para agregar valor e impulsionar a escolha de um produto ou serviço, precisamos definir os valores subjetivos (emocionais) que estarão relacionados intimamente a marca. Afinal, uma marca é composta por muito mais do que cores, formas, produtos e serviços.

Na realidade, os principais fatores que formam uma marca são os intangíveis, os relacionados diretamente ao DNA da marca. Por isso, não são claramente identificados pelos consumidores e podem levar anos para serem realmente alinhados. Na construção de uma marca, deve-se levar em conta todos os pontos de contato, desde o desenvolvimento de uma metodologia para atendimento telefônico, que muitas vezes é o primeiro canal de comunicação entre um cliente e a marca (principalmente no que se refere a marcas associadas a serviços), até a seleção e definição correta de cores e formas para uma embalagem ou identidade visual corporativa.

A Ghana desenvolve pesquisas de mercado, identifica o DNA existente em cada marca e através de uma estratégia montada de dentro para fora, promove uma mudança voltada para a reinvenção ou para o fortalecimento da marca.

Este é o momento.